Segunda-feira, 31 de Outubro de 2005
Uma agradável surpresa
Ás vezes há pequenos pormenores,que acabam por nos revelar algo que desconhecemos completamente,sobre o carácter das pessoas.Vem isto a propósito de como uma pequena descoberta me fez olhar com outros olhos para o meu filho.
Ele tem 21 anos,é estudante universitário,e nunca me deu nenhuma grande chatice,salvo o caso de eu não poder dizer,que é um bom estudante.É um malandro com as letras todas em maiúsculas.Adora a vida académica,e o que me desaponta um bom bocado é que gosta exageradamente da vida nocturna.Claro que tem outros defeitos e outras virtudes que não cabem aqui.
Eu sou dos que não acreditam,que haja algum pai que possa afirmar que conhece suficientemente bem o seu filho,ao ponto de todos os seus gostos e atitudes não lhe causarem num momento ou noutro uma surpresa.
Quando desfizemos a troca de carros,que por necessidade e a pedido dele tinhamos acordado,verifiquei que não tinha retirado da caixa do respectivo leitor,os CDs com os quais se faz acompanhar.Era precisamente aí que me estava reservada a surpresa,entre CDs de hip hop e rap nacional actuais,encontrei um meu,já antigo e pelo qual tenho um carinho especial. Questionado sobre a presença do dito CD junto aos dele, confessou-me o agrado com que ocasionalmente o ouve.
Confesso que a surpresa não podia ser mais agradável.








publicado por hagace às 13:41
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Sábado, 29 de Outubro de 2005
Passagem das horas - Álvaro de Campos (1)
"Não sei sentir,não sei ser humano,
não sei conviver de dentro da alma triste,com os homens,meus irmãos na terra.
Não sei ser útil,mesmo sentindo ser prático,quotidiano,nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou nada sobrou ou foi pouco,não sei qual,e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções,todos os pensamentos,todos os gestos.
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda a gente.
Mas para toda agente isso foi normal e institivo.
Para mim sempre foi a excepção,o choque,a válvula,o espasmo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos.
Seja como for a vida,de tão interessante que é a todos os momentos,
a vida chega a doer,a enjoar,a cortar,a roçar,a ranger,
a dar vontade de dar pulos,de ficar no chão,
de sair para fora de todas as casas,
de todas as lógicas,de todas as sacadas,
e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos."


publicado por hagace às 16:54
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